ECLIPSE TOTAL DA LUA
15 de junho
de 2011
Acesse a tabela resumo sobre as condições de visibilidade em Santa Catarina.
Foi o único Eclipse Lunar que podermos observar em 2011. Em Florianópolis foi visível a segunda parte do eclipse quando a Lua estava nascendo. O diferencial é que o eclipse ocorreu próximo ao dia do solstício de inverno (21 de junho) sendo recomendada a observação num dos sítios astroarqueológicos no Morro da Galheta ou Ponta do Gravatá.
Horário dos eventos calculados pelo SkyMap10
Evento Hora Local Altura da Lua
Lua entra na Penumbra 14:22:52
Lua entra na Umbra 15:22:24
Início da totalidade 16:21:57
Maximo do Eclipse 17:12:24
Nascer da Lua 17:23:52 0.0°
Fim da totalidade 18:02:50 6.8°
Lua sai da Umbra 19:02:22 18.7°
Lua sai da Penumbra 20:02:02 31.1°
Magnitude do Eclipse Umbral = 1.705 (170% da Lua ficará coberta)
Duração da totalidade : 1h 40m 52s
Duração da fase umbral : 3h 39m 58s
Duração completa : 5h 39m 10s (incluindo instantes penumbrais)
Comentários sobre o eclipse na imprensa em Florianópolis
Acompanhe o cálculo deste eclipse.
Calcule as fases deste eclipse.Clique aqui e baixe o mapa da Lua para impressão.
A etapa penumbral pode ser acompanhada através de câmeras digitais. Esperava-se que a penumbra fosse detectada visualmente até as 19:15. Mas o uso de câmeras digitais permitiria detectar a penumbra até por volta das 19:30. Sobre o uso da câmera digital em eclipse penumbral, veja o evento de 14 de março de 2006.
Links
Projeto CEAMIG - Vaz Tolentino
Relatório da Seção de Eclipses/REA
Todas as informações desta página, salvo
menção expressa no texto, são ©2011 Costeira1.
RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO
| ECLIPSE LUNAR TOTAL de 15
de junho de 2011 Relatório preliminar, sujeito a correções. Observador : Alexandre Amorim Local de observação: Morro da Galheta, Florianopolis Latitude: 27º 35' 25" S Longitude: 48º 25' 44" W Altitude: 145 m Instrumentos usados: 1- newtoniano 76mm f/4 15x e 40x, Diafragmado para 55mm f/5.5 2- binóculos 10x50 3- câmera CyberShot DSC-S60 Fonte de Hora Certa: sinal do Observatório Nacional por telefone TOMADA DE TEMPO : horários em TU Fim da totalidade U3: não perceptível Último toque da sombra U4: interferência de nuvens Última percepção da penumbra P2: 22:16 MAGNITUDE GLOBAL : horários em TU instante mag. m_corrig. comps 21:11 m = +3.5 -1.5 (usando gama Cru e delta Cru) 21:14 m = +1.5 -3.5 (usando beta Cru e gama Cru) 21:17 m = +0.2 -4.8 (usando Arcturus) 21:23 m = -1.0 -6.0 (usando Canopus e Sirius) ESTIMATIVA DO NÚMERO DE DANJON : 21:04 L = 1 (incerto, após instante U3) CRONOMETRAGEM DE CRATERAS: CRATERA EMERSÃO central borda W Kepler 21:13:00 (incerto) - Copernico 21:21:17 (incerto) - Tycho - 21:30:49 OBSERVAÇÕES DIVERSAS: Após o horário previsto para
o nascer da Lua (20:24 TU) foi realizada uma vigilância na área
onde a Lua deveria aparecer. A Ilha do Xavier foi usada como referência
e as buscas iniciavam na parte sul da Ilha. Uma bruma espessa impediu a visualização
da Lua eclipsada durante a fase da totalidade. Não possível
determinar o instante U3 em virtude da não localização
da Lua por causa da bruma e da iluminação do fundo do céu.
20:44:36 detecção tênue da Lua em imagem de arquivo obtida pelo instrumento 3 (ISO-80, exposição de 1/6 segundos, f/2.8). 20:45:16 detecção da Lua em imagem de arquivo obtida pelo instrumento 3 (ISO-80, exposição de 1/5 segundos, f/2.8). 21:03:02 detecção da Lua em imagem obtida pelo instrumento 3 (ISO-80, exposição de 7s, f/2.8). Esta detecção só foi possível após verificar as imagens de arquivo. 21:04 detecção da Lua a olho nu. Após saída da sombra. Aspecto cinza escuro devido à interferência da bruma. A posição da Lua era cera de 15 graus ao norte da região da busca inicial. A Lua se encontrava mais próxima da parte norte da Ilha do Xavier. 21:07 observando pelo instrumento 2 é possível perceber a borda leste fora da sombra, parte centro-leste coloração cinza, parte central-NW com tonalidades ligeiramente marrons. 21:11 usando o instrumento 1, não é possível perceber as áreas imersas na sombra. No momento a linha da sombra está entre Kepler e Aristarco. Kepler não é discernida. 21:18 usando instrumento 2. Borda W-NW escura e cinza, centro ligeiramente marrom, aproximando da linha da sombra tom cinza claro, por vezes se percebe um tom vermelho, porém localizado nas bordas. 21:26 usando instrumento 2 é possível perceber os mares ainda imersos na sombra. Tonalidade vermelho-cinza, com tons laranja na borda SW. Região NW com tom cinza por vezes puxando para azulado. 21:29 usando instrumento 1, aumento 15x, nota-se toda a borda lunar imersa, sombra vermelho-cinza. 21:42 nuvens impedem a observação da emersão de Plinius 21:49 nuvens impedem novamente a visão 21:51 continua a interferência de nuvens, impedem detectar emersão de Proclus. 21:54 linha da sombra atravessa parte central do Mar das Crises. 22:02 ultima observação através do instrumento 1 ainda era possível perceber um fragmento de sombra no disco lunar, porém as nuvens impedem a determinação do instante U4 22:07 penumbra ainda perceptível visualmente através do instrumento 1 em 15x. 22:16 após uma abertura na camada das nuvens, foi possível discernir tenuamente a penumbra através do instrumento 2. |